Sessão solene marca o Dia Mundial da Conscientização do Autismo na Assembleia Legislativa

 

Dia 02 de abril celebramos o Dia Mundial da Conscientização do Autismo e, como forma de homenagear e destacar a importância da causa, duas referências na área em defesa dos direitos das pessoas com o espectro foram homenageadas pela Assembleia Legislativa do Paraná. Berenice Piana e Maria Helena Jansen de Mello Keinert receberam o título de Cidadania Benemérita do Paraná, por iniciativa da deputada Flávia Francischini (União), nesta terça-feira (01), em solenidade no Plenário da Casa de Leis. “São duas pessoas totalmente ligadas ao autismo que, assim como eu, levantam a bandeira e nos ajudam a trabalhar a inclusão dia após dia”, disse a deputada. Ela destacou que o Dia Mundial da Conscientização do Autismo é uma data fundamental para reafirmar o compromisso com a inclusão, o respeito e os direitos das pessoas autistas e suas famílias.

O presidente da Assembleia, deputado Alexandre Curi (PSD), também falou sobre a oportunidade de trazer o tema à Casa de Leis. “Cada vez que nós temos a chance de falar sobre o transtorno do espectro autista, é uma oportunidade de avançar, de aprender, de gerar empatia e, acima de tudo, de construir uma sociedade mais justa, mais humana e mais respeitosa”. Ele também falou sobre a inciativa inédita da Casa de Leis que aprovou no ano passado o primeiro Código do Autista. “Eu escutava o hino do autista, onde a bandeira azul pede mais esperança, pede mais dignidade, pede direitos, e é isso que o Código do Autismo trouxe para as mães de autistas. Então, meus cumprimentos à deputada Flávia, que também hoje está entregando duas homenagens merecidas”, afirmou Curi, ao ressaltar que “não foi apenas uma nova lei, foi um marco, um compromisso renovado com a transparência, com a proteção, com o direito de cada paranaense de viver com autonomia e com respeito”.

Compromisso

A deputada e primeira vice-presidente da Casa de Leis, Flávia Francischini, destacou a importância de homenagear duas mulheres que dedicaram suas vidas à causa do autismo: Berenice Piana, fundamental para a criação da Lei Berenice Piana, e Maria Helena Jansen de Melo, psicóloga com mais de 30 anos de atuação na área e uma incansável defensora dos direitos das pessoas autistas. “Este evento representa não apenas um reconhecimento, mas também o compromisso contínuo com políticas públicas que assegurem um futuro mais acessível e acolhedor para todos”, afirmou.

“Estou honradíssima, muito obrigada pelo seu carinho, pela sua atenção, pelo respeito com a nossa causa. Em breve estaremos juntas e eu espero receber das suas mãos esse título em nome de todas as mães e autistas do nosso Estado, o Estado do Paraná. Muito obrigada, um grande abraço e um beijo no seu coração”, disse Berenice Piana em vídeo apresentado durante a solenidade.

Primo da homenageada, o vice-governador Darci Piana, falou da honra e emoção de participar da solenidade e de representar Berenice Piana. “O título concedido também a ela, é também um símbolo de reconhecimento ao trabalho em defesa das pessoas autistas e de seus familiares. Bernice não é apenas uma ativista, ela é uma mãe, uma mulher que soube transformar os desafios em esperança e progresso. Sua luta resultou na criação da Lei Berenice Piana, um marco na legislação brasileira que garantiu o reconhecimento do autismo como uma deficiência e estabeleceu diretrizes para a inclusão e o atendimento especializado. Essa lei abriu caminhos. Derrubou barreiras e, acima de tudo, deu voz a quem, por muito tempo, era quase invisível para a sociedade”, disse o vice-governador.

Psicóloga com mais de 30 anos de atuação com a causa autista, Maria Helena Jansen de Melo, se disse muito honrada com o reconhecimento e com o momento vivido. “É um momento muito especial porque eu acredito que eu não estou aqui recebendo algo para mim. Eu estou representando e recebendo alguma coisa que abre um pouco mais as portas da sociedade para inclusão de pessoas autistas. Eu acho que assim eu estou incluindo mais, eu estou fazendo com que as pessoas sejam mais aceitas, sejam mais compreendidas e consequentemente mais respeitadas”. Para ela, o recado principal é que devemos aprender mais sobre o tema. “Vamos aprender mais para que a gente possa realmente entender o que acontece com a pessoa autista, a criança, o adolescente, o adulto. Vamos entender que autismo não é só criança, que autismo não é só romance, que nem nos filmes e na televisão, e que o autismo está aqui na nossa vida, e a gente tem que aprender a lidar com ele”, pontuou.



FONTE: ASSESSORIA

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